26 - Processo & projeto de intervenção

A intervenção no espaço escolhido no MHNJB passou por diversos processos, desde a escolha do local, até o planejamento e a própria produção da intervenção. Para falar sobre a intervenção em si, inicia-se citando como o projeto foi concebido em inicio até a sua forma final que deu início à produção física em si. Mesmo no começo do planejamento, a ideia era achar uma maneira de integrar todo o espaço que compunha o Jardim Sensorial para que todo o ambiente se encaixasse nessa conotação sensorial. Inicialmente algumas ideias foram trabalhadas como a inserção de uma "cortina" de tecido para tentar trabalhar a diluição do pórtico inicial, o que acabou se provando algo que criaria um efeito contrário ao que gostaríamos de atingir. Além disso, foi pensado também o uso de uma fonte de agua, que trabalharia o som ambiente, que seria trabalhado também com o uso de carrilhões de bambu na entrada. Uma ideia que se manteve, apesar de ter sido aprimorada eventualmente, desde o começo, foi o uso de superfícies coloridas para a refração da luz solar. Com o primeiro storyboard, algumas dessas ideias foram evoluindo, como a substituição da cortina de tecido por um sistema de CDs, que causaria um efeito de reflexão da luz do Sol na entrada. Ouras ideias como o uso de projeções e jogo de luz em espelhos foram pensadas e testadas, porém eventualmente descartadas por se mostrarem inviáveis. Casualmente, após trabalhar em cima das ideias iniciais, chegamos ao plano final, que previa o uso de um sistema de sensor de movimento na entrada, que seria acionado com a passagem do visitante, e acionaria um som que o convidaria a entrar no ambiente, além de visualmente trabalhar na entrada também um sistema de "trepante", que faria a reflexão da luz solar e conectaria o exterior do espaço com o interior. Durante todo o percurso interno, seria colocada uma cobertura colorida que faria a projeção da luz solar no chão e nas paredes, trabalhando os recursos visuais, assim como o trepante que continua desde fora também durante o percurso todo, e no espaço vazio, um jogo de tecidos dispostos sobre fios tensionados. Para a produção de todos esses componentes, diversos testes foram feitos para descobrir quais seriam os materiais e técnicas ideais a serem aplicados nesse caso, e por fim os materiais usados foram: papel celofane para a cobertura colorida, em conjunto com uma mistura de linha de nylon e elásticos, manta térmica para o trepante, tecidos variados, e componentes eletrônicos como os sensores de movimento que usavam o sistema Hidra para funcionarem. A seguir algumas das imagens registradas no decorrer do processo de produção no espaço:

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