5. Trabalho sobre os fotógrafos Annie Leibovitz, Man Ray e Daniel Moreira
Annie Leibovitz,
É uma fotógrafa estadunidense nascida em 1949. Conhecida na atualidade por seus retratos nítidos e bem iluminados, especialmente de celebridades, Annie possui 6 livros de suas fotografias publicados e trabalhou em grandes revistas, como Rolling Stones e Vanity Fair.
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| Maryl Streep,1981, Annie Leibovitz |
A fotografia foi capa da Rolling Stone de outubro de 1981. Nela, pode-se ver a atriz Meryl Streep retratada em um fundo simples, com roupas simples e o seu rosto tingido de branco, como uma espécie de "máscara", um conceito reforçado pelo fato de Streep estar puxando a sua pele, mostrando que esta está colada em seu rosto. A intenção de Leibovitz com a máscara, foi permitir à atriz interpretar um papel, fazendo-a se sentir mais à vontade, lhe dando a sensação de não estar exposta diante do olhar do outro, não sendo possível perceber de forma transparente a pessoa ali retratada. Vale ressaltar, também, que a máscara se assemelha àquela usada pelos mímicos, com seu comportamento em palco resumido a movimentos sutis, a fim de intensificar a atenção do espectador sobre ele. Sua roupa sugere espontaneidade e descontração, Annie colocou a câmera na altura de seu olhar, o que reforça a sugestão de proximidade com o leitor, estabelecendo um vínculo. Meryl Streep, através de Leibovitz, quis nos dizer que seu retrato não passa de mais uma persona, e não de quem ela realmente é.
Man Ray,
Emanuel Rudzirsky, mais conhecido pelo seu pseudônimo Man Ray, nasceu em 1890 na Filadélfia e faleceu em Paris em 1976, foi um grande fotógrafo, pintor e cineasta. É uma referência quando se trata dos estilos dadaísmo e surrealismo. Ambos os movimentos surgiram no início do século XX, sendo o surrealismo caracterizado pelo pensamento livre e espontâneo e pela valorização do sonho e do inconsciente, para além do real. Já o dadaísmo é caracterizado pelo rompimento com os modelos tradicionais de arte, valorizando a espontaneidade, a desordem, a ironia e o niilismo.
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| “The kiss”,1922,Man Ray |
Man Ray utilizava da técnica que ficou conhecida como seus “raiogramas” para representar a oposição da realidade característica do surrealismo. O processo consistia em colocar objetos em um papel fotossensível e expô-lo à luz. Além de muitas vezes utilizar objetos comuns para gerar estranhamento, um dos seus raiogramas mais famosos, “The Kiss”, foi construído a partir de um par de mãos, duas bandejas e um par de cabeças se beijando, dele e de sua esposa. Dessa forma, Man Ray cria um certo desconforto no público compartilhando um momento íntimo, além de estar presente no seu próprio trabalho.
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| Natasha, Mulher de braços cruzados,1931,Man Ray |
Essa fotografia foi realizada com a técnica de solarização na fotografia, que é usada para descrever o efeito de inversão de tom observado em casos de superexposição extrema do filme fotográfico na câmera. Isso acentua as sombras e a profundidade das curvas da modelo, além de chamar a atenção por ser algo estranho aos olhos ao primeiro contato.
Daniel Moreira,
Nascido em 1978, é um fotógrafo que vive e trabalha em Belo Horizonte, buscando o diálogo entre a fotografia documental e as artes visuais. Daniel possui um olhar que humaniza o mundo em suas relações diversas com o imaginário, o ser humano e o consumo.
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| serie fotográfica “Desencanto”,2014,Daniel Moreira |
| serie fotográfica “Área de risco”,2012,Daniel Moreira |






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